Nos últimos doze meses, o mercado de seguros brasileiro passou por uma alteração notável: a busca por apólices para motocicletas experimentou um crescimento significativo, saltando de 28% para 41% das cotações, um aumento de 13 pontos percentuais. Simultaneamente, a procura por seguros automotivos registrou uma queda, passando de 72% para 59% no mesmo período. Essa mudança é detalhada no recente Mapa de Seguros, elaborado pela Serasa, que ilumina as razões por trás dessa tendência e as características demográficas e financeiras dos consumidores envolvidos. A popularização dos aplicativos de transporte e a busca por alternativas mais acessíveis de mobilidade impulsionaram a ascensão da motocicleta, que se consolidou como uma opção prática tanto para o deslocamento diário quanto para a geração de renda.
A análise da Serasa revela perfis de consumidores distintos para cada tipo de veículo. O público que busca seguros para automóveis é majoritariamente composto por homens casados, com idades entre 36 e mais de 55 anos, refletindo uma fase da vida em que a segurança e estabilidade familiar são prioridades e o carro é visto como um bem de longo prazo. Por outro lado, os motociclistas são predominantemente solteiros, com idades entre 26 e 45 anos, enxergando na moto um símbolo de mobilidade, independência e praticidade. Além das diferenças etárias e de estado civil, as faixas de renda também se distinguem: enquanto os proprietários de carros tendem a ter rendimentos entre R$ 3.037 e R$ 4.554, os motociclistas se concentram na faixa de R$ 1.519 a R$ 3.036. Apesar dessas variações, ambos os grupos demonstram uma forte preocupação com a saúde financeira, com uma alta porcentagem de adimplentes e pontuações de crédito consideradas boas ou excelentes, evidenciando a importância de bons hábitos financeiros para acessar melhores condições de crédito e seguros.
Regionalmente, as cotações de seguros também apresentam padrões interessantes. O Sudeste lidera a procura por seguros de automóveis, respondendo por 67,4% do total, o que se justifica pela alta densidade populacional e pela concentração de montadoras na região. Já para as motocicletas, a distribuição é mais equilibrada, com o Nordeste à frente, representando 40,2% das cotações, seguido pelo Sudeste (32%), Norte (10,5%), Centro-oeste (9,3%) e Sul (8%). Essa distribuição destaca a versatilidade da motocicleta e sua relevância em diferentes contextos geográficos e socioeconômicos do país. A Serasa, por meio de sua plataforma TEx Analytics, continua a monitorar esses indicadores trimestralmente, oferecendo uma visão aprofundada sobre as tendências do mercado de seguros no Brasil.
O cenário atual do mercado de seguros no Brasil reflete uma sociedade em constante evolução, onde a adaptabilidade e a busca por soluções eficazes são cada vez mais valorizadas. O aumento na procura por seguros de motocicletas não é apenas um dado estatístico, mas um testemunho da capacidade de indivíduos e famílias de se ajustarem às novas realidades econômicas e de mobilidade. Essa tendência sublinha a importância de planejar o futuro e proteger os bens que proporcionam autonomia e sustento. Cuidar das finanças e estar preparado para imprevistos são atitudes que promovem segurança e tranquilidade, permitindo que as pessoas prosperem e contribuam positivamente para a comunidade.
