O dólar registrou um segundo dia consecutivo de alta no Brasil, aproximando-se da marca de R$5,83, influenciado pelo fortalecimento global da moeda americana. As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas sobre produtos de diversos países reacenderam as preocupações econômicas. O dólar à vista encerrou o dia com uma elevação de 0,47%, atingindo R$5,8293. Essa movimentação reflete as incertezas econômicas e geopolíticas que afetam os mercados financeiros em todo o mundo.
As recentes declarações de Trump tiveram um impacto significativo nos mercados globais. Na quinta-feira, ele anunciou que as tarifas entrariam em vigor em 4 de março, além de propor uma taxa adicional de 10% sobre produtos chineses. Essas medidas provocaram instabilidade nas bolsas internacionais, levando ao fortalecimento do dólar. No Brasil, a moeda norte-americana oscilou durante o dia, alcançando sua máxima de R$5,8387 (+0,63%) às 13h26. O Banco Central brasileiro vendeu apenas 6.500 dos 20.000 contratos de swap cambial tradicional previstos para rolagem, indicando cautela diante das volatilidades do mercado.
O contexto internacional também afetou outros indicadores econômicos no país. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego subiu para 6,5% nos três meses até janeiro, frente aos 6,2% registrados no trimestre anterior. Embora este número esteja abaixo das expectativas de mercado e do mesmo período do ano passado, ele sinaliza uma recuperação lenta do mercado de trabalho.
As tensões comerciais globais continuam exercendo pressão sobre a economia brasileira. A alta do dólar neste período demonstra a sensibilidade do mercado nacional aos eventos internacionais. Enquanto as autoridades monetárias buscam manter a estabilidade cambial, os investidores acompanham de perto as próximas decisões políticas e econômicas que podem influenciar ainda mais o cenário financeiro.
