O Brasil, como anfitrião do Brics em 2025, traçou um plano ambicioso que abrange saúde, meio ambiente, comércio, inteligência artificial e fortalecimento institucional. O embaixador Maurício Lyrio esclareceu que a criação de uma moeda única não está em pauta, mas sim a redução de custos operacionais entre os países membros. Antes da Reunião de Sherpas em Brasília, Lyrio destacou a relevância do grupo para o comércio brasileiro e sua contribuição à economia global.
Avanços em Saúde e Meio Ambiente
A liderança brasileira no Brics visa promover colaboração em áreas cruciais como pesquisa e desenvolvimento de vacinas, especialmente para doenças negligenciadas em países em desenvolvimento. Além disso, o país busca reforçar a coordenação entre os membros do Brics para pressionar por mais recursos na luta contra as mudanças climáticas. O objetivo é apresentar uma posição unificada na COP30, a ser realizada em Belém.
O Brasil tem planos para fortalecer a cooperação em saúde, com foco em pesquisas sobre doenças tropicais negligenciadas e socialmente determinadas. A criação do Centro de Pesquisa de Combate à Tuberculose do Brics será um dos principais projetos nessa área. Em relação ao clima, o país pretende coordenar esforços entre os membros do Brics para buscar financiamento adicional e pressionar por medidas mais efetivas contra as mudanças climáticas. As metas incluem a apresentação de uma posição conjunta na COP30, que ocorrerá no Brasil, visando garantir maior apoio financeiro e técnico.
Fortalecimento Econômico e Institucional
No campo econômico, o Brasil enfatiza a importância de fortalecer as relações comerciais, de investimentos e de finanças entre os países do Brics. Isso inclui a redução de custos operacionais e o incentivo ao uso de moedas locais em transações. Outra prioridade é a governança da inteligência artificial, buscando um arcabouço global inclusivo sob a liderança da ONU.
Para fortalecer ainda mais o Brics, o Brasil também se concentra na consolidação da estrutura institucional do grupo, especialmente após a admissão de seis novos membros. Isso envolve a revisão dos termos de referência e a definição de regras claras para a presidência rotativa. Além disso, há uma ênfase em integrar os novos membros aos mecanismos financeiros existentes, como o Novo Banco de Desenvolvimento. O Brasil assume um papel central na promoção de iniciativas práticas para aumentar a eficiência nas transações comerciais e financeiras, consolidando assim o Brics como um ator cada vez mais relevante no cenário internacional.
