O BRICS, sob a liderança do Brasil desde janeiro de 2024, anunciou o fortalecimento do uso de moedas locais nas transações comerciais e financeiras entre os países membros. A medida visa reduzir custos operacionais e impulsionar as economias emergentes. Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, destacou que este processo já está em curso desde 2015 e continuará durante a presidência brasileira. Além disso, o bloco enfatiza seu compromisso com o multilateralismo e a reforma da governança global.
Fortalecendo o Uso de Moedas Locais
O BRICS está ampliando o uso de moedas locais para transações entre seus membros, uma iniciativa que visa tornar as operações mais eficientes e econômicas. Esta estratégia tem sido implementada gradualmente desde 2015 e ganha novo fôlego sob a liderança do Brasil. O objetivo é promover um ambiente comercial mais favorável às economias emergentes, reduzindo dependências e custos associados ao uso do dólar ou outras moedas estrangeiras.
Lyrio ressaltou que o uso de moedas locais já é uma prática regular no comércio bilateral entre os países do bloco. Durante a presidência brasileira, espera-se que essa tendência se expanda ainda mais, favorecendo as relações econômicas dentro do grupo. As discussões sobre este tema serão intensificadas nas próximas reuniões agendadas para fevereiro, com a participação de representantes dos 11 países membros. Apesar do progresso, a criação de uma moeda comum não está na agenda imediata, considerada complexa dada a diversidade econômica dos membros.
Promovendo Multilateralismo e Reforma Global
O BRICS também se posiciona como um defensor do multilateralismo e da reforma da governança global. O bloco busca construir um sistema mais democrático, inclusivo e representativo, com maior participação das economias emergentes nas decisões internacionais. Este esforço reflete a ambição do grupo em influenciar positivamente a política global e promover um equilíbrio maior no cenário internacional.
A presidência brasileira do BRICS tem como prioridades a cooperação em saúde, financiamento de ações contra a mudança climática, comércio, investimentos e finanças, além da governança da inteligência artificial. Estes temas serão discutidos nas reuniões de fevereiro e posteriormente na Cúpula de Chefes de Estado, marcada para julho de 2025, no Rio de Janeiro. O evento contará com a presença dos líderes dos países membros e servirá para definir as diretrizes futuras do bloco. A abertura das reuniões será realizada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pode incluir um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando o compromisso do Brasil com as metas do BRICS.
