A mais recente edição do Mundial de Clubes da FIFA foi palco de uma notável ausência de público, levantando preocupações significativas sobre o futuro da competição. Apesar das declarações anteriores do Presidente Gianni Infantino, que minimizou a importância das assistências, os números reais nos estádios pintam um quadro desolador. Por exemplo, o jogo entre Benfica e Auckland City, realizado no Estádio Inter & Co em Orlando, um local com capacidade para 25.500 espectadores, registrou a presença de apenas 6.730 pessoas, o que representa menos de 26% da sua lotação. Ainda mais alarmante foi o confronto entre Ulsan e Mamelodi Sundowns no mesmo estádio, que atraiu meros 3.412 adeptos, resultando numa taxa de ocupação de apenas 13%.
Este cenário de bancadas vazias não só questiona a atratividade do torneio no seu formato atual, mas também projeta sombras sobre o Mundial de Seleções de 2026. Com a expansão para 48 equipas e um total de 104 jogos, muitos dos quais podem não gerar grande entusiasmo popular, a FIFA enfrenta o desafio de garantir o interesse do público. A estratégia de preços dinâmicos, que visava adaptar os valores dos bilhetes à procura, mostrou-se ineficaz para preencher os estádios, sugerindo que o problema vai além da questão financeira, tocando na própria percepção de valor e relevância do torneio por parte dos adeptos.
Em suma, a realidade das assistências no Mundial de Clubes de 2025 é um forte indicador de que a FIFA precisa reavaliar a sua estratégia. A paixão pelo futebol é alimentada pela atmosfera vibrante dos estádios cheios, e negligenciar este aspeto pode comprometer a grandiosidade e o impacto de eventos futuros. A construção de uma base de adeptos sólida e engajada, que sinta verdadeira conexão com as competições, é fundamental para o sucesso e a longevidade de qualquer torneio, e este desafio impõe uma reflexão profunda sobre como tornar o Mundial de Clubes, e de Seleções, verdadeiramente cativante para todos.
