A renomada atriz, apresentadora e empresária Deborah Secco compartilhou com a revista CRESCER os detalhes de como ela e seu ex-marido, o fotógrafo e diretor de cinema Hugo Moura, mantêm uma parceria exemplar na criação da filha Maria Flor, de 9 anos. Mesmo após a separação em 2024, o casal demonstra um compromisso inabalável com o bem-estar e o desenvolvimento da criança, pautando sua educação em princípios como diálogo aberto, afeto genuíno e consistência nas regras. Essa abordagem visa proporcionar a Maria Flor um ambiente seguro e encorajador para que ela se torne uma pessoa independente e confiante.
Deborah Secco e Hugo Moura: Uma Abordagem Unificada na Educação de Maria Flor
Em uma reveladora entrevista concedida à revista CRESCER na edição de outubro, a atriz Deborah Secco abordou a complexidade e a beleza da maternidade, especialmente no contexto de uma guarda compartilhada. Ela destacou a importância de uma comunicação fluida e um alinhamento constante com seu ex-marido, Hugo Moura, para a educação da filha, Maria Flor.
Aos 9 anos, Maria Flor é o centro da vida de Deborah e Hugo. A atriz ressaltou que, apesar da separação ocorrida em 2024, a parceria parental permaneceu intacta e fortalecida. O casal adota uma metodologia de criação baseada no amor, na presença ativa e em conversas significativas, fornecendo à filha as ferramentas necessárias para desenvolver sua autonomia.
Deborah enfatizou que a confiança na capacidade da filha é fundamental, aliada a uma proteção consciente. “Nós confiamos nela. É claro que a protegemos, mas deixamos claro que ela é capaz sozinha”, afirmou a artista. A relação entre mãe e filha transcende os laços familiares tradicionais, evoluindo para uma amizade profunda e uma base de confiança mútua. “Criamos mais do que uma relação de mãe e filha. É uma relação de amizade, de confiança.”
A consistência na educação é um pilar central para Deborah. Ela explicou que, na guarda compartilhada, é imprescindível que os limites e as regras sejam estabelecidos em conjunto pelos pais. Isso garante que Maria Flor perceba a união e a coesão nas decisões dos pais. “O principal ponto que temos é que os limites sejam estabelecidos por nós dois. Não é 'a mamãe deixa uma coisa, o papai deixa outra'. A mamãe e o papai deixam as mesmas coisas.”
A adaptação às mudanças diárias no comportamento da filha é gerenciada através de um diálogo constante entre Deborah e Hugo. Esses “reajustes” são essenciais para acompanhar o crescimento e as novas necessidades de Maria. A atriz pontuou que é vital para a criança entender que os pais estão unidos em sua educação, formando uma “voz única”.
No que tange aos desafios da era digital, como o uso de telas e redes sociais, o ex-casal implementa limites claros. Contudo, essas restrições não são impostas como punição, mas sim explicadas à filha. Deborah esclareceu que a proibição não é o caminho, mas sim a conscientização sobre os riscos e a importância de aprender a usar a tecnologia com moderação. “Explicamos que é nocivo para a mente dela e que, ao mesmo tempo, é importante que ela saiba lidar e mexer com as tecnologias. Então, com limite, tudo pode”, disse Deborah.
A supervisão do conteúdo online consumido por Maria é rigorosa. A atriz sempre acompanha a filha durante o uso do telefone, controlando o que ela assiste e garantindo que ela saiba o momento de parar.
Outro aspecto crucial na criação de Maria Flor é a saúde mental. Deborah revelou que a filha faz terapia desde cedo, uma prática que ela e Hugo consideram inegociável. “Ela pode sair de todas as atividades, mas da terapia não. Sabemos que, às vezes, você não precisa nem do pai, nem da mãe, mas sim de um espaço seu, neutro, onde você possa se colocar, se abrir, se expor, se entender.”
A atriz também enfatizou a relevância de compartilhar memórias e experiências, auxiliando Maria a construir uma autoestima sólida e autoconfiança. Segundo Deborah, os pais são a principal fonte de verdade para a filha nessa fase da vida, sendo crucial fortalecer a percepção de Maria sobre seu próprio valor. “É agora que temos que colocar nela a fé do amor e fazer com que ela saiba que é muito amada e admirada do jeito que é, sem nenhuma cobrança para ser diferente de como escolheu ser.”
Para concluir, Deborah reiterou que a harmonia e o respeito na relação com seu ex-marido são a fundação para que Maria Flor cresça segura, independente e feliz. “É a hora de fazer com que ela entenda que é uma menina incrível e capaz, e que vamos estar com ela para sempre”, finalizou a atriz.
A história de Deborah Secco e Hugo Moura nos inspira a refletir sobre a força da cooperação parental, mesmo após o término de um relacionamento. Eles demonstram que o amor pelos filhos pode transcender as dificuldades pessoais, criando um ambiente de apoio e estabilidade. A ênfase na comunicação, na consistência e na priorização da saúde mental de Maria Flor é um modelo valioso para todos os pais, reforçando que o bem-estar dos filhos deve ser a bússola que guia as decisões familiares.
