O Museu Histórico Farroupilha (MHF), vinculado à Secretaria de Estado da Cultura, recebeu recentemente um presente valioso: um ensaio de moeda denominado Peso Riograndense. Este artefato foi fabricado durante o período da República Rio-grandense, que durou de 1836 a 1845. Doado pelo colecionador Volnir Santos, mais conhecido como Tche Voni, esta peça destaca-se pela sua excelente conservação e raridade. Desde fevereiro, quando foi enviada em homenagem ao aniversário de 72 anos do museu, a moeda passa por procedimentos técnicos para integrar oficialmente as exibições permanentes.
A numismática ganha nova luz com este achado histórico. A peça de cobre revestida de prata já foi submetida à análise rigorosa da Numismatic Guaranty Company (NGC), uma renomada organização internacional especializada em autenticação monetária. Essa certificação confirma sua legitimidade e está acessível online. Segundo Luiza Rodrigues, diretora do MHF, essa incorporação eleva significativamente o valor patrimonial do acervo. Ela explica que muitas moedas similares foram reaproveitadas como botões tradicionais gaúchos, conhecidos como guaiacas, reduzindo assim a quantidade de exemplares intactos preservados até os dias atuais.
Este objeto não apenas amplia a Coleção Tche Voni, mas também fortalece o compromisso do museu em manter viva a história regional. As contribuições frequentes de Volnir Júnior dos Santos têm sido essenciais para expandir esse importante repositório cultural. Localizado em Piratini, o MHF se prepara para compartilhar essa relíquia com o público, permitindo investigações acadêmicas e visitas guiadas que celebram a memória do movimento farroupilha.
A chegada desta moeda marca um marco no trabalho de conservação histórica conduzido pelo MHF. Além de atrair pesquisadores interessados no estudo detalhado do período republicano rio-grandense, ela simboliza a conexão entre passado e presente através de iniciativas privadas que enriquecem o patrimônio coletivo. O diretor de Memória e Patrimônio da Sedac, Eduardo Hahn, enfatiza a importância dessa colaboração contínua entre instituições públicas e colecionadores apaixonados pela história local.
