A busca por uma vida com mais equilíbrio e presença familiar impulsionou Jaqueline, de 35 anos, e Jardel, de 40, a tomarem uma decisão audaciosa: mudar-se de Ibirama, Santa Catarina, para a Suíça, levando consigo os filhos Murilo, de 5, e Henrique, de 8 anos. Essa nova fase da vida, que começou em junho, tem sido compartilhada nas redes sociais, revelando os detalhes da adaptação a St. Gallen, uma cidade escolhida de forma inusitada: com a ajuda de um chatbot de inteligência artificial. A família buscava um local com custo de vida razoável, boas oportunidades de trabalho e ambiente adequado para as crianças, e o algoritmo apontou a cidade suíça como a opção ideal, localizada na parte alemã do país.
O processo de transição foi meticulosamente planejado. Jaqueline, que já possuía cidadania suíça, e seus filhos facilitaram parte da burocracia, enquanto Jardel iniciou o pedido de visto. Antes mesmo da mudança, a família buscou aconselhamento com outros brasileiros já estabelecidos na Suíça para entender melhor a dinâmica local. Para garantir uma base financeira sólida nos primeiros meses, optaram por vender seu carro e um imóvel no Brasil. A adaptação ao novo lar, cultura e clima, especialmente o idioma alemão, tem sido um desafio constante, mas a receptividade e paciência da população local têm sido cruciais. Na escola, as crianças vivenciam um modelo educacional diferente do Brasil: sem uniformes, horário de aula fracionado, material escolar fornecido pela instituição e uma ênfase na alimentação saudável e na autonomia dos alunos, que incluem aulas de costura, culinária, jardinagem e natação no currículo, além de suporte de idioma para estrangeiros. A autonomia das crianças, que brincam e caminham sozinhas com segurança, e o forte senso de organização e respeito às regras são aspectos que mais têm impressionado a família.
Para aqueles que consideram uma mudança semelhante, a família de Santa Catarina enfatiza a importância de uma reserva financeira robusta, o estudo prévio do idioma local e o acompanhamento psicológico para lidar com as emoções da transição. Além disso, destacam a necessidade de um profundo conhecimento sobre o país de destino, abrangendo aspectos culturais, climáticos, educacionais e legais. A união e o propósito compartilhados pelo casal são vistos como pilares fundamentais para o sucesso da empreitada, reconhecendo que, apesar de toda a preparação, a mudança sempre trará imprevistos e exigirá coragem, mas que a experiência, quando vivida com amor e fé, é recompensadora. A vivência da família catarinense na Suíça demonstra a capacidade humana de adaptação e a busca por uma vida que priorize o bem-estar e a qualidade dos laços familiares, mostrando que com planejamento e determinação, é possível superar obstáculos e construir um futuro promissor.
