O mercado financeiro brasileiro testemunhou uma sessão com baixa liquidez na segunda-feira, influenciada pelo feriado nos Estados Unidos. Neste contexto, o dólar apresentou oscilações limitadas, encerrando o dia em leve alta acima dos R$ 5,70. Apesar disso, a moeda norte-americana registrou uma queda acumulada de 7,54% em 2025. A agenda econômica doméstica, incluindo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também teve um papel importante nas negociações.
A atividade econômica do país mostrou sinais de desaceleração, conforme indicado pelo IBC-Br, que registrou uma queda de 0,7% em dezembro comparado a novembro. Este resultado, abaixo das expectativas, foi o pior desde maio de 2023. No entanto, o impacto deste indicador sobre as cotações do dólar foi limitado, já que a moeda manteve-se estável durante grande parte da sessão.
O ambiente de feriado nos Estados Unidos reduziu significativamente a liquidez, afetando o volume de negócios. O diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, observou que este cenário resultou em um dia de movimentação lateral para o dólar, com poucos ajustes expressivos. Durante a manhã, o Banco Central realizou operações diárias de swap cambial, vendendo 15.000 contratos para rolagem de vencimento.
Apesar da estabilidade relativa do dólar à vista, o mercado futuro apresentou uma ligeira alta de 0,14%. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de seis divisas importantes recuou 0,06%. As projeções do boletim Focus do Banco Central indicaram que a taxa básica Selic deve terminar 2025 em 15,00%, enquanto a expectativa para o dólar ao final do ano permanece em R$6,00.
Embora o feriado nos Estados Unidos tenha diminuído a intensidade das negociações, os eventos locais e internacionais continuam a moldar o comportamento do mercado cambial. A combinação de indicadores econômicos fracos e a redução da liquidez internacional contribuiu para um dia relativamente calmo, mas com perspectivas de volatilidade futura à medida que o mercado se ajusta às novas condições.
