Uma ex-funcionária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está sendo acusada de desviar milhões de reais que seriam destinados a pesquisas científicas. Após uma auditoria realizada no final de 2023, descobriu-se que Ligiane Marinho de Ávila, de 36 anos, teria utilizado recursos públicos indevidamente. As autoridades emitiram um mandado internacional contra ela após sua fuga para a França em fevereiro de 2024. O caso envolve crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
Detalhes do Caso Revelam Planejamento Antes da Fuga
No decorrer das investigações, ficou evidente que Ligiane adquiriu uma considerável quantia em moedas estrangeiras seis meses antes de deixar o país. Em meio ao escândalo financeiro, ela embarcou em um voo partindo de Campinas rumo à Europa em pleno inverno europeu. Este movimento ocorreu logo após sua demissão oficial pela universidade em janeiro de 2024. A fraude só veio à tona graças a uma minuciosa auditoria interna iniciada em dezembro do ano anterior.
A Justiça aceitou as acusações e transformou-a em ré por desvio de recursos públicos provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Esses fundos estavam designados exclusivamente para apoiar projetos no Instituto de Biologia da Unicamp. No mês de setembro de 2024, o Ministério Público paulista solicitou medidas extremas, incluindo a prisão preventiva e a quebra do sigilo bancário da acusada.
O caso chama atenção não apenas pelas cifras envolvidas, mas também pelo planejamento meticuloso demonstrado pela acusada antes de sua fuga.
De acordo com especialistas, este tipo de crime compromete seriamente o avanço científico e tecnológico do país, além de enfraquecer a confiança pública nas instituições acadêmicas.
Do ponto de vista jornalístico, este caso ressalta a importância de mecanismos rigorosos de controle interno e transparência nos gastos públicos. Ele serve como um alerta sobre a necessidade contínua de monitorar e auditar fluxos financeiros em organizações educacionais e de pesquisa. Para os leitores, é uma oportunidade de refletir sobre a responsabilidade individual e coletiva na prevenção de fraudes e desvios éticos.
