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A Importância da Vacinação na Adolescência: Um Guia Completo

A proteção à saúde infantil, com visitas regulares ao pediatra e um calendário de vacinação rigoroso, é uma prioridade para os pais. Contudo, essa atenção tende a diminuir à medida que os filhos crescem e se tornam adolescentes. É um erro comum presumir que, com o desenvolvimento da resistência natural dos jovens, a importência da imunização diminui, resultando em carteiras de vacinação esquecidas. Especialistas alertam que a manutenção do esquema vacinal é tão vital na adolescência quanto na infância, prevenindo doenças e protegendo a saúde a longo prazo.

A hebiatra Jadiânia Pedrosa, de Salvador (BA), enfatiza que a cobertura vacinal sofre uma queda significativa durante a adolescência. Essa redução ocorre principalmente porque os adolescentes deixam de frequentar rotineiramente postos de saúde e consultórios médicos, o que impede a verificação e atualização das carteiras de vacinação. A falta de acompanhamento pode expor os jovens a riscos desnecessários, especialmente contra doenças que exigem doses de reforço ou vacinas específicas para essa fase da vida.

A médica ressalta a necessidade de imunizações recomendadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) para pré-adolescentes e adolescentes. Entre as vacinas essenciais estão uma dose de HPV quadrivalente, indicada para jovens entre 9 e 14 anos, e uma dose da vacina meningocócica ACWY, recomendada para a faixa etária de 11 a 14 anos. Além disso, uma dose da vacina dupla bacteriana adulta é crucial dez anos após a última dose de difteria e tétano, garantindo a continuidade da proteção contra essas doenças.

Além das vacinas específicas para a adolescência, a Dra. Pedrosa destaca a importância de revisar o histórico vacinal para garantir que o adolescente recebeu as doses completas de outras vacinas importantes. Isso inclui hepatite B, varicela, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), pneumocócica 23-valente e febre amarela. A checagem da carteira de vacinação em todas as consultas médicas é um passo fundamental para assegurar que a saúde do adolescente esteja plenamente protegida, evitando a lacuna vacinal tão comum nessa fase.

Em síntese, embora os bebês recebam uma atenção rigorosa à sua saúde, com um acompanhamento pediátrico e um cronograma de vacinação intensivo, é vital estender esse cuidado durante a adolescência. A crença de que os adolescentes são mais resistentes e, portanto, precisam de menos imunizações é um engano. Especialistas reforçam a necessidade de manter o calendário de vacinação atualizado, incluindo vacinas como HPV e meningocócica ACWY, além de verificar a cobertura de outras imunizações anteriores. A vigilância contínua é crucial para garantir a saúde plena e prevenir doenças nos jovens.