O Banco Central (BC) do Brasil tem planos ambiciosos para modernizar o Pix, com novas funcionalidades e melhorias em serviços já existentes. Entre as inovações está o Pix Garantido, que permite o uso de recebíveis futuros como garantia para empréstimos. Além disso, o BC busca fortalecer a segurança do sistema, eliminando chaves ligadas a CPFs irregulares, enquanto enfrenta desafios na implementação da moeda digital do real (Drex).
Ampliação das Capacidades do Pix
Autoridade monetária brasileira planeja expandir as possibilidades do Pix por meio de iniciativas como o Pix Garantido e o Pix parcelado. O primeiro facilita o acesso ao crédito utilizando transações futuras como garantia, enquanto o segundo oferece uma alternativa mais acessível para pagamentos divididos.
O presidente do BC anunciou o desenvolvimento do Pix Garantido, permitindo que empresas utilizem seus recebimentos esperados para obter financiamento com condições melhores. Este recurso foi concebido para aumentar a liquidez das organizações, simplificando o processo de obtenção de crédito. Paralelamente, o Pix por aproximação e o Pix parcelado estão sendo aprimorados. O último funciona de maneira semelhante às compras parceladas com cartão de crédito, porém, promete taxas mais baixas. Nesse modelo, o comerciante recebe o valor integral imediatamente, enquanto o cliente contrata um empréstimo pessoal para dividir o pagamento.
Fortalecimento da Segurança e Desenvolvimento do Drex
Além de introduzir novas funcionalidades, o BC compromete-se a reforçar a proteção contra fraudes digitais no Pix. A instituição também trabalha no aprimoramento da moeda virtual do real.
No campo da segurança, o BC removeu aproximadamente 8 milhões de chaves associadas a CPFs inválidos, evitando seu uso em atividades ilícitas. Essa medida visa combater fraudes relacionadas ao Pix, especialmente aquelas envolvendo contas falsas ou registros de pessoas falecidas. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento do Drex enfrenta obstáculos técnicos e regulatórios. Embora a primeira fase revelasse limitações em termos de privacidade e supervisão, a segunda etapa pretende incorporar contratos inteligentes e modelos de negócio criativos, promovendo maior eficiência e transparência no setor financeiro.
