A vida de Cleyton Bitencourt, um homem trans de 30 anos, é marcada por uma jornada de superação e amor. Desde cedo, ele buscou a construção de um lar seguro e acolhedor, algo que lhe faltou na infância. Após uma transição de gênero que se iniciou na adolescência, Cleyton realizou seu grande sonho de gestar, dando à luz dois filhos, Alex, de 4 anos, e Ariel, de 2. Esse processo, embora desafiador, foi um marco em sua vida, redefinindo sua compreensão de família e identidade. A ausência de referências e os preconceitos online foram obstáculos significativos, mas o apoio de pessoas próximas, como sua doula e a mãe das crianças, foi fundamental para que ele perseverasse.
Após a separação, Cleyton assumiu a paternidade solo, enfrentando a incompreensão da sociedade que frequentemente tenta desqualificar sua identidade como pai. Mesmo com a insistência em ser tratado como “mãe”, ele mantém-se firme na sua identidade e no amor por seus filhos. Hoje, com a ajuda da família, Cleyton equilibra a rotina de pai solo, que, embora exaustiva, é recompensadora. Ele transformou sua experiência em uma plataforma de representatividade, usando as redes sociais para inspirar e informar outros homens trans que desejam construir suas próprias famílias, tornando-se a referência que ele próprio não teve no passado.
A história de Cleyton Bitencourt é um farol de esperança e coragem, que nos lembra da importância de buscar nossos sonhos, independentemente dos desafios impostos pela sociedade. Ela nos convida a refletir sobre a beleza da diversidade nas estruturas familiares e a necessidade de mais aceitação e menos preconceito. Cleyton, ao compartilhar sua vivência, fortalece a ideia de que o amor e a dedicação de um pai transcendem quaisquer barreiras, abrindo caminhos para um futuro mais inclusivo e empático para todos.
