Entretenimento

King substitui funcionários demitidos por Inteligência Artificial, dizem fontes

A indústria de jogos presencia um evento preocupante: a King, criadora de sucessos como Candy Crush, tem implementado cortes significativos em sua força de trabalho, substituindo capital humano por algoritmos. Esta decisão, que afeta cerca de 200 colaboradores, acende um alerta sobre as implicações da crescente automação.

Reestruturação na King: Impacto Humano e Avanço Tecnológico

Na data de 15 de julho de 2025, a empresa King, com sede em Londres, iniciou um processo de reestruturação que culminou na demissão de aproximadamente 10% de sua força de trabalho. As áreas mais impactadas foram a gerência intermediária, equipes de experiência do usuário (UX), roteiristas narrativos, designers de níveis e pesquisadores de usuário. Um detalhe que chama atenção é que grande parte desses profissionais ajudou a desenvolver as mesmas ferramentas de inteligência artificial que agora estão assumindo suas funções, especialmente na criação de fases e redação publicitária, conforme relatos obtidos pela Mobilegamer e confirmados por fontes internas. Alguns líderes seniores foram afastados com remuneração até setembro, período em que os cortes deverão ser finalizados. A notícia provocou uma queda acentuada no moral dos funcionários, já abalado antes dos cortes. O departamento de Recursos Humanos da King, segundo os relatos, parece ter focado mais na proteção da empresa do que no apoio aos colaboradores. As equipes de Candy Crush, em particular, já enfrentavam um ambiente de trabalho instável, com frequentes reestruturações. Enquanto a King negocia com sindicatos, muitos trabalhadores permanecem em um estado de incerteza sobre seus futuros empregos. A Microsoft, controladora da King, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Este cenário na King nos faz refletir sobre os desdobramentos éticos e sociais da inteligência artificial. A tecnologia, que deveria ser uma ferramenta para auxiliar e aprimorar o trabalho humano, está se tornando, em certos contextos, um substituto direto, levantando questões sobre o futuro do emprego e a valorização do capital humano. É imperativo que as empresas, ao adotarem novas tecnologias, considerem o impacto social e desenvolvam estratégias para requalificar e realocar seus funcionários, garantindo uma transição mais justa e humana em um mercado de trabalho em constante evolução.