A Microsoft se pronunciou oficialmente sobre as reclamações de venda casada referentes ao Xbox Game Pass Ultimate, após consumidores no Brasil terem acionado o Procon. A empresa negou as acusações, defendendo que o modelo de assinatura, cujo preço duplicou recentemente no mercado brasileiro, não constitui uma prática ilegal, e comparou-o aos diferentes planos oferecidos por academias.
Microsoft Defende Modelo de Negócio do Xbox Game Pass Após Controvérsia no Brasil
No dia 21 de outubro de 2025, a Microsoft, gigante da tecnologia e do entretenimento, emitiu uma resposta formal às alegações de venda casada envolvendo seu popular serviço de assinatura de jogos, o Xbox Game Pass Ultimate. A controvérsia surgiu no Brasil após o Procon ser acionado por consumidores insatisfeitos com a reestruturação e o aumento de preço do serviço.
Em sua defesa, a Microsoft argumentou que a aquisição de pacotes adicionais para acessar o serviço básico do Game Pass não é compulsória, uma vez que todos os jogos podem ser comprados individualmente. A empresa utilizou uma analogia com os diferentes tipos de assinaturas de academias para ilustrar seu ponto de vista. Segundo a Microsoft, assim como academias oferecem planos variados – desde os mais básicos até os de elite com serviços adicionais – o Game Pass segue uma lógica de mercado similar, onde planos mais abrangentes, como o Ultimate, naturalmente têm um custo superior devido à sua vasta oferta de benefícios, incluindo acesso a jogos premium e outros conteúdos.
A polêmica ganhou força no início de outubro, quando o valor mensal do Xbox Game Pass Ultimate saltou de R$ 59,99 para R$ 119,90. Essa mudança incluiu a incorporação obrigatória do Clube Fortnite e do Ubisoft+ Classics ao pacote, o que gerou uma onda de protestos e cancelamentos entre os assinantes brasileiros, que se sentiram lesados pela alteração abrupta e pela percepção de estarem pagando por conteúdos indesejados.
Os planos mais simples do serviço, agora chamados Essential e Premium, também tiveram reajustes, com aumentos de R$ 8,91 e R$ 14,91, respectivamente. Contudo, foi o aumento drástico no plano Ultimate que mais repercutiu nas redes sociais e levou à intervenção do Procon.
Em um comunicado oficial sobre as mudanças, a Microsoft justificou que o plano Ultimate foi \"aprimorado para jogadores que buscam o melhor de tudo\", e que a intenção da empresa é \"evoluir o Game Pass para proporcionar mais flexibilidade, opções e valor a todos os jogadores\", adaptando-se aos diversos hábitos de consumo. A empresa mantém a posição de que as alterações visam oferecer um serviço mais completo e diversificado, e não uma imposição de venda casada.
Este episódio ressalta a complexidade das relações entre grandes corporações e seus consumidores, especialmente em um mercado globalizado e em constante mudança. A defesa da Microsoft, baseada em práticas de mercado comuns, busca legitimar suas decisões de precificação e pacote de serviços, enquanto o Procon e os consumidores continuam atentos à conformidade dessas práticas com as leis de defesa do consumidor.
