A notícia de um incidente fatal em uma maternidade francesa provocou grande consternação e levantou sérias dúvidas sobre os protocolos de segurança em ambientes hospitalares, especialmente em unidades de cuidados com recém-nascidos. Uma bebê de apenas cinco dias de vida, Zayneb-Cassandra, veio a óbito após sofrer um traumatismo craniano devido a uma queda. O lamentável episódio envolveu um menino de seis anos, parente de outra puérpera, que teria manuseado a recém-nascida. Familiares da vítima afirmam ter alertado a mãe do garoto e a equipe do hospital sobre o comportamento da criança, indicando uma falha na supervisão que agora é objeto de investigação.
Zayneb-Cassandra, nascida prematuramente, estava internada no Hospital Infantil Jeanne-de-Flandre, em Lille, no norte da França. Na sexta-feira, dia 11, a pequena foi encontrada desacordada ao lado de seu berço com uma lesão cerebral. Apesar dos esforços médicos, incluindo duas tentativas de reanimação, a bebê não resistiu aos ferimentos e faleceu na terça-feira, dia 15. A polícia local e o Ministério Público de Lille confirmaram que o óbito resultou de um trauma compatível com uma queda, e que uma criança de 6 anos foi avistada próxima ao berço da vítima no momento do ocorrido.
A prima dos pais de Zayneb, Karima, relatou que o avô da bebê havia advertido a mãe do menino em duas ocasiões, solicitando que ela ficasse atenta ao seu filho, devido ao seu comportamento incomum. Segundo Karima, o menino teria desenvolvido uma fascinação por Zayneb, referindo-se a ela como "minha boneca", e há relatos de que ele a tocou sem supervisão no dia anterior ao incidente. Naquele dia, Zayneb já havia sido encontrada sem fralda e eletrodos, molhada e com hipotermia. A família informou o hospital sobre o ocorrido, mas teriam sido orientados de que o próprio bebê teria removido as fraldas.
As indagações persistem sobre como o menino conseguiu ter acesso ao berço da recém-nascida na unidade neonatal. Uma jovem mãe, Delphine, que também estava na maternidade, afirmou ter corrido para a sala após escutar um "barulho alto", encontrando o menino e a bebê. Delphine relatou ao Le Parisien que o menino estava sem supervisão, pois sua mãe se recuperava do parto. Ela também mencionou que o menino corria pelos corredores e já havia tocado em outro bebê. Fatma, avó de Zayneb, adicionou que o pai do menino o deixava na enfermaria das 7h às 20h, e que as mães se queixavam de seu comportamento agitado. Uma enfermeira teria alertado a mãe do garoto sobre o problema. Fatma acredita que o menino tentou segurar a bebê pela fralda, causando a queda. A família de Zayneb, profundamente abalada, busca respostas e justiça, não culpando o menino, mas sim a falta de cuidado e supervisão adequada por parte do hospital.
Mohamed-Hamza, pai da bebê, de 23 anos, declarou ao Le Parisien que não culpa o menino, mas critica veementemente a negligência do hospital. Ele enfatizou que, embora o menino seja uma criança, a supervisão deveria ter sido garantida. Fatma, a avó, revelou que teve que insistir para que a equipe médica oferecesse apoio psicológico à sua nora após a notícia do falecimento da bebê. A Polícia Judiciária de Lille iniciou uma investigação criminal, e o hospital anunciou uma apuração administrativa interna, lamentando profundamente a tragédia. Como medida preventiva, o hospital impôs restrições rigorosas às visitas nas unidades neonatais. Apesar de ainda não terem registrado uma queixa formal, os pais de Zayneb rejeitam a declaração do hospital e clamam por justiça, buscando identificar os responsáveis pela falha na segurança que custou a vida de sua filha.
