Finanças

Valor do Dólar no Brasil Sobe Com Impacto de Tarifas e Indicadores Econômicos

O dólar à vista encerrou a semana com um aumento significativo, impulsionado principalmente pelas preocupações relacionadas às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e por números robustos do mercado de trabalho brasileiro. Na sexta-feira (28), o valor da moeda norte-americana fechou em alta de 0,15%, chegando a R$ 5,7618. Enquanto isso, o índice DXY, que compara o dólar a outras divisas globais, registrou queda de 0,33%. Durante a semana, o dólar acumulou um ganho de 0,77%.

As recentes estatísticas sobre o emprego no Brasil mostraram uma taxa de desemprego de 6,8% no trimestre finalizado em fevereiro, um aumento em relação ao período anterior, que era de 6,1%. Apesar disso, especialistas do Itaú BBA consideram que os dados revelam um mercado de trabalho resiliente. Além disso, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) anunciou a criação de 431.995 novas vagas formais em fevereiro, superando as previsões de economistas.

No cenário internacional, a implementação das tarifas americanas gerou incertezas adicionais, especialmente com a proximidade do dia 2 de abril, data marcada pelo presidente Donald Trump como “Dia da Libertação”. Neste dia, tarifas recíprocas para importações nos EUA serão aplicadas. Trump também discutiu com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, reiterando que as tarifas sobre o Canadá permanecerão vigentes.

A confiança dos consumidores nos Estados Unidos sofreu um declínio, conforme indicado pela Universidade de Michigan, cujo índice caiu para 57,0 em março, o terceiro mês consecutivo de queda. Paralelamente, o Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE) aumentou 0,3% em fevereiro, refletindo uma inflação acima da meta estabelecida pelo Federal Reserve.

Apesar das oscilações externas, o Brasil mantém sinais positivos no campo econômico interno, com avanços no setor de empregabilidade. No entanto, a situação global continua sendo influenciada por decisões políticas e indicadores econômicos complexos. A combinação desses fatores internos e externos moldou o comportamento cambial ao longo da semana, destacando a sensibilidade do mercado financeiro a eventos tanto domésticos quanto internacionais.