O Brasil, ao assumir a liderança do BRICS, destaca áreas estratégicas como saúde, alterações climáticas, comércio, inteligência artificial e fortalecimento institucional. Durante uma entrevista coletiva realizada na última sexta-feira, o embaixador Maurício Lyrio, representante do país no grupo, esclareceu os principais objetivos da presidência brasileira. Antes da Reunião de Sherpas do BRICS, que ocorrerá nos próximos dias 25 e 26 em Brasília, Lyrio enfatizou a importância dessas áreas para o desenvolvimento conjunto dos membros.
Com a aproximação da Cúpula de Líderes em julho, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará das discussões na quarta-feira. Lyrio também abordou especulações sobre a criação de uma moeda única entre os países, afirmando que o foco está em reduzir custos e ampliar a cooperação nas operações comerciais-financeiras. "O uso de moedas locais já é prática comum no comércio bilateral entre membros do BRICS, e continuaremos avançando nessa direção", afirmou. Além disso, o embaixador ressaltou que o tema de uma moeda comum não está atualmente na pauta, devido à complexidade envolvida.
A expansão do BRICS, agora incluindo seis novos membros, demonstra o crescimento significativo do bloco. Composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos recém-chegados, o grupo representa uma parcela substancial da população mundial, território global e PIB nominal. Esta união reforça o compromisso dos países em trabalhar juntos para enfrentar desafios globais e promover soluções colaborativas, destacando a importância de parcerias internacionais sólidas e construtivas.
